Notícias dos Festivais


A Palma de Ouro: mais chance para os brasileiros

E daí que ontem foram divulgados quais filmes abrirão Cannes, que começa dia 14 de maio e vai até dia 25, e Veneza, entre 27 de agosto e 6 de setembro.

Esse ano, a temporada de disputa pelos Oscars começará mais cedo porque a data da festa foi antecipada, por conta das eleições americanas. Com isso, Globo de Ouro e adjacências também tiveram suas datas antecipadas. O Oscar, quem diria, irá cair no domingo de Carnaval. Assim, Veneza acabará sendo uma disputa meio antecipada dos filmes americanos. E pra abrir, foi escolhido o novo filme dos irmãos Coen, Burn After Reading, com elenco bastante conhecido: George Clooney, Brad Pitt, Frances McDormand, John Malkovich e a recente oscarizada Tilda Swinton.

Agora, a melhor notícia pra nós, brasileiros, foi de quem abrirá Cannes: Cegueira! Sim, Fernando Meirelles e a adaptação do livro de Saramago estarão no tapete vermelho no Palais des Festivals no primeiro dia! Lembrando que Linha de Passe também estará na disputa pela Palma.

Berlim já consagrou Tropa de Elite. Se o Brasil levar Cannes, o que não será fácil, haja visto os concorrentes, será a primeira vez que isso acontece: dois dos três festivais mais importantes ter sido ganhos por filmes de diretores brasileiros.

Que venha Veneza!

Indiana Jones e a passagem do tempo


Harrison Ford entre Shia LaBeouf e Spielberg: o peso do tempo

Esse fim de semana pude rever a trilogia do Indiana Jones, já que em maio, estreiará o quarto filme da série: O Reino da Caveira de Cristal.

Ao terminar o filme me bateu certa melancolia de ver o Harrison Ford hoje, um sessentão, voltar ao papel. Quer dizer, os filmes anteriores ele era a estrela, ele tinha um papel muito físico e as caras de cafajeste dele faziam as cenas ficarem mais engraçadas ainda. O humor nos filmes do Indiana Jones são importantíssimos.

O novo Indiana Jones provavelmente não terá o Harrison Ford como o centro de tudo e isso me deixa com uma sensação de passagem do tempo muito forte. A introdução do Shia LaBeouf no filme, como um possível sucessor, evidencia ainda mais isso. É como se quisessem continuar a franquia mesmo após a morte do Harrison Ford.

Apesar de ser o filme mais esperado do ano pra mim, estou carregado de incertezas e dúvidas quanto àquele clima nostálgico de aventura centrado no personagem principal que os filmes anteriores traziam. Será que o Shia tem carisma suficiente pra aguentar o tranco e receber a tarefa de ser o sucessor? Ou vai ser mais um Jar Jar Binks? Será que terão muitas piadinhas sobre velhice do Indy, fazendo a coisa toda cair mais pro melancólico do que pro engraçado?

Enfim, mesmo que o filme acerte em tudo, ainda vou estar vendo aquele herói de 20, 25 anos atrás, mostrando o que o tempo vai fazendo com as pessoas. Mas é a lei da vida. Os filmes tem o poder de imortalizar as pessoas como eram. No caso, a aposta será arriscada, porque na memória, não teremos mais o Indy antigo, jovem, dono de si, etc. Até poderemos ter, mas ele vai fazer companhia ao Indy atual, com fraquezas e limitações. Boa sorte e vida longa ao Ford.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Homem, English, Spanish